Eu sei que estou fazendo tudo ao contrário, mas essa sensação de final me irrita e eu só quero que acabe logo. Não acredito que me agarrar ao pouco que me resta vá fazer diferença alguma.
Vou te contar uma coisa que você finge não saber: você não precisa de ninguém. Não literalmente, não fisicamente falando. Todo mundo sobrevive, por mais dificil que seja a partida.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
8 para 8
D. - Sinto falta das caronas ilegais, das tardes no gramado da biblioteca e de The Xx pela manhã.
T. - Sometimes, I still need you.
C. - Eu torço pra você não passar. Desculpa.
L. - Sou eu ou somos nós?
L. - Às vezes, eu queria trocar de lugar.
M. - Eu falo que não tenho medo, mas eu tenho sim.
T. - Não sei te agradecer o suficiente.
I. - Nunca mais vai ser a mesma coisa e tanto eu quanto você fingimos não perceber que essa verdade está no ar o tempo todo.
E eu deixo por isso mesmo, falando pra mim mesma que isso é suficiente e que eu não preciso contar pra mais ninguém.
T. - Sometimes, I still need you.
C. - Eu torço pra você não passar. Desculpa.
L. - Sou eu ou somos nós?
L. - Às vezes, eu queria trocar de lugar.
M. - Eu falo que não tenho medo, mas eu tenho sim.
T. - Não sei te agradecer o suficiente.
I. - Nunca mais vai ser a mesma coisa e tanto eu quanto você fingimos não perceber que essa verdade está no ar o tempo todo.
E eu deixo por isso mesmo, falando pra mim mesma que isso é suficiente e que eu não preciso contar pra mais ninguém.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
mão dupla
E se eu quiser escrever algo que faça sentido? Talvez eu tenha cansado de escrever coisas sem sentido pra pessoas que eu penso que conheço e finjo que não sinto falta.
Eu bem que podia parar de me fazer de vitima e me concentrar no que importa. Mas aí não sai nada. Inclusive, já travei de novo.
Queria voltar a ser como era antes, onde eu sentava e começava. Assim, logo de cara.
Eu tenho essa sensação de que tem muita coisa acontecendo, mas é tudo igual. Um erro na Matrix, eu disse.
Só não acho justo comigo mesma ficar me remoendo por dentro por algo que nem vai chegar tão cedo, mas como eu já falei, eu banco a vitima e não consigo evitar. Eu sofro por antecipação e parece que até gosto disso. Essa sombra de final que eu vejo o tempo todo. Cada sorriso é como se fosse o ultimo e cada clichê (incluindo esse aqui) parece a mais inédita verdade absoluta.
Me deixei contagiar pela epidemia que afeta as pessoas na mesma situação que eu.
Mas quer saber? Eu já cansei de lutar pra ser a excessão de todos os casos. As vezes, ser igual é o diferente.
Eu bem que podia parar de me fazer de vitima e me concentrar no que importa. Mas aí não sai nada. Inclusive, já travei de novo.
Queria voltar a ser como era antes, onde eu sentava e começava. Assim, logo de cara.
Eu tenho essa sensação de que tem muita coisa acontecendo, mas é tudo igual. Um erro na Matrix, eu disse.
Só não acho justo comigo mesma ficar me remoendo por dentro por algo que nem vai chegar tão cedo, mas como eu já falei, eu banco a vitima e não consigo evitar. Eu sofro por antecipação e parece que até gosto disso. Essa sombra de final que eu vejo o tempo todo. Cada sorriso é como se fosse o ultimo e cada clichê (incluindo esse aqui) parece a mais inédita verdade absoluta.
Me deixei contagiar pela epidemia que afeta as pessoas na mesma situação que eu.
Mas quer saber? Eu já cansei de lutar pra ser a excessão de todos os casos. As vezes, ser igual é o diferente.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sem tradução
My biggest fear at the moment is not being reproved. I’m not afraid of the dark anymore and clowns don’t scare the shit out of me any longer. Not even the future freaks me out.
I’m dead scared of being forgotten. I don’t want you to miss me or to cry for me. I just you to remember me, even If only once in a while.
I know you’ve got your own life and I also have mine but all I ask you is to think of me sometimes. And, if you do, I hope all you got are the good memories.
I’m dead scared of being forgotten. I don’t want you to miss me or to cry for me. I just you to remember me, even If only once in a while.
I know you’ve got your own life and I also have mine but all I ask you is to think of me sometimes. And, if you do, I hope all you got are the good memories.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
seis meses
Eu tenho andado muito ultimamente. Me dá tempo pra pensar.
Cheguei à conclusão que não importa o que aconteça, aonde eu esteja ou quem eu conheça, o que é verdadeiro não muda e minha essencia vai ser sempre a mesma.
Toda essa experiencia é supostamente algo que vai me mudar pra vida inteira e já me disseram pra me preparar porque muitas vezes, as minhas ideias nao vao mais bater com as das pessoas que não passaram pelo que eu to passando.
Será? Será mesmo?
Eu vou em mais festas aqui do que ia no Brasil, mas sempre vou arrastada e sem vontade nenhuma. Continuo achando que ficar na frente do espelho dublando as musicas do meu Ipod é um bom programa. Por enquanto, continuo redonda por fora mas quadrada por dentro.
Ainda levo comigo o que me ensinaram: Com a Carol, eu aprendi a acreditar (tanto que não posso ver sapato virado de cabeça pra baixo) e com a Laysa, eu aprendi a rir e que a melhor versão de qualquer pessoa é a verdadeira. A Livia me ensinou a manter (tenho mantido por 13 anos) e a Izadora, junto com a Mai e a Arih me mostraram que, as vezes, profundidade e sinceridade não tem relação nenhuma com tempo. A Raissa me ensinou a me identificar em outra pessoa e me fez admitir que livros podem acontecer na vida real (por mais que a gente não queira).
Ainda tenho nojinho de misturar a comida no prato, continuo morrendo de ciumes das minhas bandas favoritas (que ninguem mais conhece) e cada coisa me lembra alguém.
O que eu aprendi aqui é que você não precisa estar consciente que dá valor pras coisas pra que isso seja verdade. Aquela coisa de "só dá valor na hora que perde" nunca foi tão verdade mas nunca foi tanta balela ao mesmo tempo.
Me recuso à pensar em ter filhos, mas assistindo tv, eu até me imagino casando com alguém só pela simplicidade de gostar. Talvez eu esteja mudando mesmo (ou amolecendo).
Descobri que meu país é a coisa mais linda do sistema solar mas continuo dizendo o que nunca foi segredo pra ninguem: a melhor coisa de todas, mesmo mesmo, são as pessoas dentro do país.
Eu ainda sou uma controladora compulsiva e odeio quando as coisas saem do meu controle (mas frequente do que eu gostaria). Não importa o quão fanáticas as pessoas daqui sejam por Crepúsculo: Sou Harry Potter pra sempre.
Tenho falado mais palavrões do que minha mãe gostaria que eu falasse, mas isso está em processo de mudança. Estou até tentando parar de comer McDonald's.... Olha só!
O mundo gira rapido quando eu dou as costas e daqui a pouco tudo isso aqui vai estar velho e talvez nem vá mais fazer sentido, mas pelo menos por agora, é tudo que eu preciso falar.
Até aprendi a lavar roupa, olha que coisa.
Cheguei à conclusão que não importa o que aconteça, aonde eu esteja ou quem eu conheça, o que é verdadeiro não muda e minha essencia vai ser sempre a mesma.
Toda essa experiencia é supostamente algo que vai me mudar pra vida inteira e já me disseram pra me preparar porque muitas vezes, as minhas ideias nao vao mais bater com as das pessoas que não passaram pelo que eu to passando.
Será? Será mesmo?
Eu vou em mais festas aqui do que ia no Brasil, mas sempre vou arrastada e sem vontade nenhuma. Continuo achando que ficar na frente do espelho dublando as musicas do meu Ipod é um bom programa. Por enquanto, continuo redonda por fora mas quadrada por dentro.
Ainda levo comigo o que me ensinaram: Com a Carol, eu aprendi a acreditar (tanto que não posso ver sapato virado de cabeça pra baixo) e com a Laysa, eu aprendi a rir e que a melhor versão de qualquer pessoa é a verdadeira. A Livia me ensinou a manter (tenho mantido por 13 anos) e a Izadora, junto com a Mai e a Arih me mostraram que, as vezes, profundidade e sinceridade não tem relação nenhuma com tempo. A Raissa me ensinou a me identificar em outra pessoa e me fez admitir que livros podem acontecer na vida real (por mais que a gente não queira).
Ainda tenho nojinho de misturar a comida no prato, continuo morrendo de ciumes das minhas bandas favoritas (que ninguem mais conhece) e cada coisa me lembra alguém.
O que eu aprendi aqui é que você não precisa estar consciente que dá valor pras coisas pra que isso seja verdade. Aquela coisa de "só dá valor na hora que perde" nunca foi tão verdade mas nunca foi tanta balela ao mesmo tempo.
Me recuso à pensar em ter filhos, mas assistindo tv, eu até me imagino casando com alguém só pela simplicidade de gostar. Talvez eu esteja mudando mesmo (ou amolecendo).
Descobri que meu país é a coisa mais linda do sistema solar mas continuo dizendo o que nunca foi segredo pra ninguem: a melhor coisa de todas, mesmo mesmo, são as pessoas dentro do país.
Eu ainda sou uma controladora compulsiva e odeio quando as coisas saem do meu controle (mas frequente do que eu gostaria). Não importa o quão fanáticas as pessoas daqui sejam por Crepúsculo: Sou Harry Potter pra sempre.
Tenho falado mais palavrões do que minha mãe gostaria que eu falasse, mas isso está em processo de mudança. Estou até tentando parar de comer McDonald's.... Olha só!
O mundo gira rapido quando eu dou as costas e daqui a pouco tudo isso aqui vai estar velho e talvez nem vá mais fazer sentido, mas pelo menos por agora, é tudo que eu preciso falar.
Até aprendi a lavar roupa, olha que coisa.
sábado, 15 de agosto de 2009
.
Eric,
Agora eu estou sentada do lado de fora, na varanda, como eu sempre faço quando preciso pensar com calma. Todas as vezes que eu te disse que precisava dar uma volta e eu saia pela porta dos fundos, eu dava a volta na minha casa e sentava no degrau da varanda. Exatamente onde eu estou agora.
Sabe ontem, quando você me ligou e ninguem atendeu? Eu estava lá, com o telefone na mão, olhando seu nome piscar. Você não deixou mensagem e não ligou de novo. Eu começo a pensar em você e sem perceber que ainda estou com o telefone na mão, dou por mim e já disquei seu numero. Pronta pra te ligar, ignorando meu medo de telefone... Seria tão simples! Eu ia te ligar, conversar com voce por 5 minutos e desligar com a certeza que você ainda é meu.
Já está de noite aqui e pensando bem, acho que é por isso que você continua ligando e aparecendo aqui e ali: só pra ter certeza que eu ainda continuo sua.
As vezes sinto sua falta. É engraçado como, apesar de todas as brigas e dores de cabeça, eu ainda sinto sua falta. Deve ser porque, com o tempo, tudo o que aconteceu passa e o que sobra são só as memórias. Só as boas. Sobrou tudo que a gente conversou e tudo que a gente colocou entre parenteses - o que a gente sempre quis dizer mas que nunca coube nas conversas.
Só quero deixar claro que eu fiz a minha escolha e saio daqui com a certeza que escolhi certo. Eu escolhi não escolher você. Escolhi dar preferencia pra alguém que resolveu se arriscar por mim - coisa que você nunca fez.
Não tem como saber ao certo como teria sido o que não foi, mas agora ficou claro que você nunca saiu da sua zona de conforto - não por mim, pelo menos. Talvez essa seja uma das razões pra você ter escolhido quem eu escolheu. Nunca foi um grande desafio conseguir o que você conseguiu. Você chegou aonde está hoje com uma mão nas costas e você sabia que eu não ia ser tão facil assim.
O que mais machuca é saber que você não achou que eu valia o esforço.
Todo esse "achismo" é o que sempre me fez mal e posso até dizer que foi isso que me manteu no mesmo lugar por todo esse tempo: Eu achando que as coisas iam dar certo se eu esperasse mais um pouco; se eu tivesse um pouco de paciencia e você achando que a resposta ia cair no seu colo cedo ou tarde, sem ao menos acreditar. Mas eu acreditei, é claro. Acreditei tanto que estava disposta a sair da minha bolha por sua causa. Ta aí a diferença entre nós dois.
Agora é tarde demais pra se arrepender do que não deu. Por um tempo eu tentei ser maior e melhor por sua causa, mas eu acho que no final eu acabei sendo grande demais ou até boa demais pra você.
Não vou dizer que me sinto mais leve por estar finalmente dizendo isso tudo pra você porque colocar um ponto final nessa história é mais ou menos como doar as coisas que estão no sotão: você não usa mas gosta de ter guardado, só pra saber que se um dia você precisar, ainda está lá. Se eu pudesse, te guardava numa caixa e te colocava no sotão, mas o espaço é pouco e aposto que você não ia deixar por pouco. Eu sei que no momento certo eu vou começar a me sentir menos culpada e mais leve, o que foi o motivo disso tudo desde o começo.
Agora esta começando a ventar e eu acho melhor entrar. O melhor de sair, na minha opnião, sempre foi saber que ia ter alguem me esperando quando eu voltar e nesse exato momento, tem alguem do outro lado que vai sorrir assim que eu abrir a porta.
Espero que você ache tudo que eu achei. O segredo sempre foi sair da zona e mesmo que você fizesse de conta que não, você sempre soube disso.
Com amor. Sempre.
Kate
Agora eu estou sentada do lado de fora, na varanda, como eu sempre faço quando preciso pensar com calma. Todas as vezes que eu te disse que precisava dar uma volta e eu saia pela porta dos fundos, eu dava a volta na minha casa e sentava no degrau da varanda. Exatamente onde eu estou agora.
Sabe ontem, quando você me ligou e ninguem atendeu? Eu estava lá, com o telefone na mão, olhando seu nome piscar. Você não deixou mensagem e não ligou de novo. Eu começo a pensar em você e sem perceber que ainda estou com o telefone na mão, dou por mim e já disquei seu numero. Pronta pra te ligar, ignorando meu medo de telefone... Seria tão simples! Eu ia te ligar, conversar com voce por 5 minutos e desligar com a certeza que você ainda é meu.
Já está de noite aqui e pensando bem, acho que é por isso que você continua ligando e aparecendo aqui e ali: só pra ter certeza que eu ainda continuo sua.
As vezes sinto sua falta. É engraçado como, apesar de todas as brigas e dores de cabeça, eu ainda sinto sua falta. Deve ser porque, com o tempo, tudo o que aconteceu passa e o que sobra são só as memórias. Só as boas. Sobrou tudo que a gente conversou e tudo que a gente colocou entre parenteses - o que a gente sempre quis dizer mas que nunca coube nas conversas.
Só quero deixar claro que eu fiz a minha escolha e saio daqui com a certeza que escolhi certo. Eu escolhi não escolher você. Escolhi dar preferencia pra alguém que resolveu se arriscar por mim - coisa que você nunca fez.
Não tem como saber ao certo como teria sido o que não foi, mas agora ficou claro que você nunca saiu da sua zona de conforto - não por mim, pelo menos. Talvez essa seja uma das razões pra você ter escolhido quem eu escolheu. Nunca foi um grande desafio conseguir o que você conseguiu. Você chegou aonde está hoje com uma mão nas costas e você sabia que eu não ia ser tão facil assim.
O que mais machuca é saber que você não achou que eu valia o esforço.
Todo esse "achismo" é o que sempre me fez mal e posso até dizer que foi isso que me manteu no mesmo lugar por todo esse tempo: Eu achando que as coisas iam dar certo se eu esperasse mais um pouco; se eu tivesse um pouco de paciencia e você achando que a resposta ia cair no seu colo cedo ou tarde, sem ao menos acreditar. Mas eu acreditei, é claro. Acreditei tanto que estava disposta a sair da minha bolha por sua causa. Ta aí a diferença entre nós dois.
Agora é tarde demais pra se arrepender do que não deu. Por um tempo eu tentei ser maior e melhor por sua causa, mas eu acho que no final eu acabei sendo grande demais ou até boa demais pra você.
Não vou dizer que me sinto mais leve por estar finalmente dizendo isso tudo pra você porque colocar um ponto final nessa história é mais ou menos como doar as coisas que estão no sotão: você não usa mas gosta de ter guardado, só pra saber que se um dia você precisar, ainda está lá. Se eu pudesse, te guardava numa caixa e te colocava no sotão, mas o espaço é pouco e aposto que você não ia deixar por pouco. Eu sei que no momento certo eu vou começar a me sentir menos culpada e mais leve, o que foi o motivo disso tudo desde o começo.
Agora esta começando a ventar e eu acho melhor entrar. O melhor de sair, na minha opnião, sempre foi saber que ia ter alguem me esperando quando eu voltar e nesse exato momento, tem alguem do outro lado que vai sorrir assim que eu abrir a porta.
Espero que você ache tudo que eu achei. O segredo sempre foi sair da zona e mesmo que você fizesse de conta que não, você sempre soube disso.
Com amor. Sempre.
Kate
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