Sentada na cama, repassando tudo o que eu já pensei em dizer tantas vezes, não consegui falar nada.
Antigamente, no começo de tudo, a gente falava o tempo todo. Agora, nossa conversa tem muitos silêncios constrangedores que são cheios de significados que eu não consigo entender; cheia de "mas então..." e suspiros.
Eu fico com dor de cabeça de tanto pensar e nunca chego numa conclusão. Como foi que a gente acabou desse jeito mesmo?
Porque, você sabe, nós literalmente acabamos.
Não posso dizer que não tem mais graça, mas também não vou conseguir mentir e dizer que ainda tem a mesma graça de sempre.
Eu sempre achei que ia acabar com você, sabia? No final dos finais, depois de ter conhecido todo mundo que eu tinha que conhecer e depois de fazer tudo que eu tinha pra fazer. Sempre jurei que, um dia, quando eu fosse bem resolvida, eu ia esbarrar com você numa esquina em Paris ou em outro lugar assim, ia olhar pra você, franzir o cenho como eu sempre faço quando acho que entendi alguma coisa e lembrar da gente. A gente poderia até tomar um café, quem sabe. Mas era você, sempre você.
Faz um tempo, eu comecei a duvidar disso. Eu conseguia me imaginar tomando café com outras pessoas e até congitava acabar com alguém que eu ainda não conhecia.
Mas agora, eu tenho certeza. Não é com você que eu vou acabar.
Você me deixa louca o tempo todo e eu sei que eu te irrito mais do que ninguém nesse mundo.
As pessoas ainda falam "nossa, vocês vão casar!" mas eu faço caretas sinceras e explico que não quero isso. Nem pra mim, nem pra você.
O que eu acabei de perceber é que eu acho que acabou mesmo. Minha meta pro ano que vem é parar de olhar pro visor do celular a cada 5 minutos até depois das 2h, afinal, já foram dois anos caindo de cara.
Você não me faz bem, não mais.
Está mais do que na hora de eu começar a ouvir os conselhos que eu sempre dei pra minhas amigas, sobre "deixar pra lá" e "parar de procurar sarna pra se coçar".
Então, acho que é isso: Pode guardar suas musicas pra você.
Tenha uma ótima vida e pode ter certeza que eu guardo o melhor do você comigo.
Marina.
sábado, 20 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Aos que não lembraram
"Só mais 5 minutos", eu pensava. "Se em 5 minutos ele não ligar, eu vou dormir".
E de 5 em 5 minutos, você não ligou. De 5 em 5 minutos, eu esperei até muito tarde. Tarde mesmo. Até passou da hora, de tão tarde que era, mas eu estava esperando mesmo assim.
O telefone tocou algumas vezes e em nenhuma delas era você.
Eu estava até preparada pra aceitar qualquer desculpinha que você tivesse inventado. Qualquer festa pra onde você foi arrastado, qualquer pití da fulaninha, qualquer passeio com o cachorro servia, mas nem isso aconteceu.
Eu teria te contado que quando virou meia noite eu estava fora e nem lembrei de comentar; teria te dito que quando eu acordei, não tava com cara de 16. Eu ia comentar sobre o churrasco; sobre o parabéns que eu tive que presenciar e sobre como eu fiquei roxa e morrendo de raiva. Isso se você tivesse ligado, é claro.
Sabe, eu passei o dia com as meninas e nem isso salvou o dia de ser broxante. É tudo culpa do domingo, sabe? Mas não que você tenha ligado pra perguntar, de qualquer jeito.
Tirei o avisinho de orkut e quase ninguem lembrou. Umas 12 pessoas, no máximo.
Mas você não ter ligado foi o pior de tudo.
Eu fiquei lendo o livro que eu ganhei (obrigada, vó) e fingindo que não estava esperando. Lá pelo capitulo 8, desisti de fingir e coloquei a celular do lado do travesseiro. Quando eu cheguei no capitulo 13, já eram 3h e nada de você.
"Ah, foda-se! Se não ligou até agora, não quero mais saber."
Eu fui dormir.
As 8:40, o telefone tocou. Finalmente. E era você.
Mas quer saber? Hoje não é mais ontem e eu tô com muito sono pra você.
E de 5 em 5 minutos, você não ligou. De 5 em 5 minutos, eu esperei até muito tarde. Tarde mesmo. Até passou da hora, de tão tarde que era, mas eu estava esperando mesmo assim.
O telefone tocou algumas vezes e em nenhuma delas era você.
Eu estava até preparada pra aceitar qualquer desculpinha que você tivesse inventado. Qualquer festa pra onde você foi arrastado, qualquer pití da fulaninha, qualquer passeio com o cachorro servia, mas nem isso aconteceu.
Eu teria te contado que quando virou meia noite eu estava fora e nem lembrei de comentar; teria te dito que quando eu acordei, não tava com cara de 16. Eu ia comentar sobre o churrasco; sobre o parabéns que eu tive que presenciar e sobre como eu fiquei roxa e morrendo de raiva. Isso se você tivesse ligado, é claro.
Sabe, eu passei o dia com as meninas e nem isso salvou o dia de ser broxante. É tudo culpa do domingo, sabe? Mas não que você tenha ligado pra perguntar, de qualquer jeito.
Tirei o avisinho de orkut e quase ninguem lembrou. Umas 12 pessoas, no máximo.
Mas você não ter ligado foi o pior de tudo.
Eu fiquei lendo o livro que eu ganhei (obrigada, vó) e fingindo que não estava esperando. Lá pelo capitulo 8, desisti de fingir e coloquei a celular do lado do travesseiro. Quando eu cheguei no capitulo 13, já eram 3h e nada de você.
"Ah, foda-se! Se não ligou até agora, não quero mais saber."
Eu fui dormir.
As 8:40, o telefone tocou. Finalmente. E era você.
Mas quer saber? Hoje não é mais ontem e eu tô com muito sono pra você.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Questão de principios
Eu acho que eu nunca te disse o quanto eu gosto de você, não é? Bom, aqui está. Acho que você devia saber que vou sentir muito a sua falta, apesar de eu mesma não saber quanto é esse 'muito'.
É estranho pensar que eu vou sentir falta de alguma coisa que, até pouco tempo atrás, eu não sabia que eu fazia questão. Mas eu faço.
Aí está o problema. Eu faço questão de você.
Nunca achei que eu ia precisar de algo desse tipo e, realmente, eu não preciso. Mas ainda assim, é tão legal.
Cada 'se cuida' é alguma coisa e só o fato de você querer saber se eu fui já é o bastante. Também me agrada bastante o fato de você querer saber se eu vou, apesar de você próprio não poder ir.
Eu não ligo se você vai pra todos os lugares de chinelo e eu só uso tênis; não ligo se você odeia as musicas que eu escuto e eu nunca ouvi falar das suas bandas favoritas. E daí se você é a pessoa mais sociável que eu já vi e eu não consigo nem falar no telefone direito?
Apesar de você me deixar irritada de próposito, eu vou sentir falta disso também.
Não ligo se você vai contra tudo que eu acredito ou se eu sou totalmente errada pra você.
Só o fato de você se importar já é alguma coisa e isso é o bastante por agora.
É estranho pensar que eu vou sentir falta de alguma coisa que, até pouco tempo atrás, eu não sabia que eu fazia questão. Mas eu faço.
Aí está o problema. Eu faço questão de você.
Nunca achei que eu ia precisar de algo desse tipo e, realmente, eu não preciso. Mas ainda assim, é tão legal.
Cada 'se cuida' é alguma coisa e só o fato de você querer saber se eu fui já é o bastante. Também me agrada bastante o fato de você querer saber se eu vou, apesar de você próprio não poder ir.
Eu não ligo se você vai pra todos os lugares de chinelo e eu só uso tênis; não ligo se você odeia as musicas que eu escuto e eu nunca ouvi falar das suas bandas favoritas. E daí se você é a pessoa mais sociável que eu já vi e eu não consigo nem falar no telefone direito?
Apesar de você me deixar irritada de próposito, eu vou sentir falta disso também.
Não ligo se você vai contra tudo que eu acredito ou se eu sou totalmente errada pra você.
Só o fato de você se importar já é alguma coisa e isso é o bastante por agora.
sábado, 8 de novembro de 2008
Sobre bater e chamar de volta
No carro, com sono, eu comecei uma conversa sobre sei lá o que com a Laysa e a Izadora e acabei falando sobre amizades. Ah, que demodê.
Mas eu sei que as coisas podiam ter sido diferentes.
Eu podia ter preferido ficar em casa dormindo ao invés de levantar cedo todos os sábados pra ir pra São Paulo e aí, eu não ia rir da Laysa saindo de trás da porta no Magal e nem ia ficar horas no telefone com a Iza falando sobre coisa nenhuma. Eu não sei nem se eu ia falar com alguma das duas, a não ser nas quintas-feiras cordiais onde eu vou pro Metrópole e é aquele 'oi amor, que saudade. Como você está?' de sempre.
Ou se, sei lá, eu tivesse ficado no Pueri. Eu não ia ter os silêncios no carro que acabam assim que a gente põe o pé na escola. Eu não ia apontar pra meia das pessoas e ver a Carol rindo a risada da Eliana.
Mas foi do jeito que foi. Eu não falo mais inglês na sala de aula nem dou olhadas furtivas pra Fernanda quando tem 'macacos' no assunto.
Eu nunca prometi, no meio daquela efusividade de 'fim de 8ª série', que ia ser igual; que nada ia mudar, porque até uma retardada podia saber que as coisas iam sim mudar.
E sabe do que mais? As coisas vão mudar de novo.
O Ábaco, o teatro... Ta tudo acabando. A Mansão acaba daqui duas semanas, eu vou pra Nova Zelândia e a Raíssa vai pra FEI.
Não tenho a minima ideia do que vou fazer dia 29 de novembro, quando eu acordar no meu primeiro dia de férias. Eu sei que até o dia 28, eu vou enrolar o máximo pra não precisar estudar e vou sair da sala de prova, procurar as meninas e fazer comentarios sobre os resultados. Nos dois finais de semana que me sobraram, eu vou olhar pro relógio e ver que eu estou atrasada, vou correr pra arrumar minhas coisas e vou encontrar as três meninas com quem eu mais passei meu tempo nesse ano.
A partir do dia 29, eu estou no escuro. Não faço ideia do que vou fazer.
Ou melhor, eu sei que dia 09 de janeiro, eu vou pro lugar pra onde eu quero voltar desda ultima vez que eu saí de lá e sei que dia 28, enquanto todas as pessoas do Ábaco estiverem voltado pras salas de aula e pra Vera, eu vou estar num avião, indo pra Oceania.
Mas fora isso, meus dias estão em branco e eu posso jurar que, pelo menos por hoje, as coisas vão ser pra sempre.
Amanhã, eu talvez mude de idéia, mas hoje não. Hoje, eu tenho certeza que a Raissa vai estar no msn; sei que a Carol está na casa do lado; sei que a Izadora vai atender o telefone se eu ligar e sei que a Laysa vai estar comigo sempre quando eu precisar dela.
Pelo menos, por enquanto.
Mas eu sei que as coisas podiam ter sido diferentes.
Eu podia ter preferido ficar em casa dormindo ao invés de levantar cedo todos os sábados pra ir pra São Paulo e aí, eu não ia rir da Laysa saindo de trás da porta no Magal e nem ia ficar horas no telefone com a Iza falando sobre coisa nenhuma. Eu não sei nem se eu ia falar com alguma das duas, a não ser nas quintas-feiras cordiais onde eu vou pro Metrópole e é aquele 'oi amor, que saudade. Como você está?' de sempre.
Ou se, sei lá, eu tivesse ficado no Pueri. Eu não ia ter os silêncios no carro que acabam assim que a gente põe o pé na escola. Eu não ia apontar pra meia das pessoas e ver a Carol rindo a risada da Eliana.
Mas foi do jeito que foi. Eu não falo mais inglês na sala de aula nem dou olhadas furtivas pra Fernanda quando tem 'macacos' no assunto.
Eu nunca prometi, no meio daquela efusividade de 'fim de 8ª série', que ia ser igual; que nada ia mudar, porque até uma retardada podia saber que as coisas iam sim mudar.
E sabe do que mais? As coisas vão mudar de novo.
O Ábaco, o teatro... Ta tudo acabando. A Mansão acaba daqui duas semanas, eu vou pra Nova Zelândia e a Raíssa vai pra FEI.
Não tenho a minima ideia do que vou fazer dia 29 de novembro, quando eu acordar no meu primeiro dia de férias. Eu sei que até o dia 28, eu vou enrolar o máximo pra não precisar estudar e vou sair da sala de prova, procurar as meninas e fazer comentarios sobre os resultados. Nos dois finais de semana que me sobraram, eu vou olhar pro relógio e ver que eu estou atrasada, vou correr pra arrumar minhas coisas e vou encontrar as três meninas com quem eu mais passei meu tempo nesse ano.
A partir do dia 29, eu estou no escuro. Não faço ideia do que vou fazer.
Ou melhor, eu sei que dia 09 de janeiro, eu vou pro lugar pra onde eu quero voltar desda ultima vez que eu saí de lá e sei que dia 28, enquanto todas as pessoas do Ábaco estiverem voltado pras salas de aula e pra Vera, eu vou estar num avião, indo pra Oceania.
Mas fora isso, meus dias estão em branco e eu posso jurar que, pelo menos por hoje, as coisas vão ser pra sempre.
Amanhã, eu talvez mude de idéia, mas hoje não. Hoje, eu tenho certeza que a Raissa vai estar no msn; sei que a Carol está na casa do lado; sei que a Izadora vai atender o telefone se eu ligar e sei que a Laysa vai estar comigo sempre quando eu precisar dela.
Pelo menos, por enquanto.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Discurso indireto livre
Hoje é sexta e todo mundo acha que já e sábado e eu sei que na segunda, as pessoas vão achar que ainda é domingo.
A Mai esta ouvindo musica e lendo. Pois é, ela esta lendo. A Arih também. Eu acho que esta funcionando.
O Lula Molusco esta na porta, tão bonitinho... Mas eu nem sei porque eu falei disso.
A Nathália esta correndo atrás do Fabio gritando 'Binhoso! Binhoso!' e ele, que aprendeu a escapar dela, esta enxendo o saco da Vivi que, a qualquer momento, vai gritar "Pára Fabio!". O Edson esta dormindo, ou será que ele morreu? Eu heim, que brincadeira idiota...
Numa hora dessa, a Laysa deve estar gravando um video onde ela se transforma do Bruno ou na Bruxa Má do Leste, mas eu não posso ter certeza. Talvez eu ligue pra ela mais tarde ou talvez eu só esqueça.
O que será que a Fê esta fazendo agora? Bom, sei lá, mas eu imagino que a Livia esteja desenhando uma menina com peitos grandes e cintura fina, ao invés de estar prestando atenção na aula. É a cara dela.
No chão, dormindo, com a calcinha de fora, ta a Mari. Pelo menos ela não esta cantando...
A Carol esta sentada no chão, ouvindo alguma musica velha do Ipod dela. Deve ser NSync ou Twixter. Ela tem uma fixação pelo Twiter, sabe.
"Take your sweet, sweet time". Falando em musica velha....
Pensando bem, acho que vou ligar pra Camila. Mas eu vou falar o que? Eu nunca sei o que falar pra ela. Nem no site da Melissa eu tenho entrado ultimamente, então não vou poder nem começar uma conversa animada sobre o novo modelo flocado que saiu. Eu podia ligar pra dizer 'Oi, to com saudades, aparece qualquer hora', mas isso não tem a minha cara.
Gente! Eu nunca entendo o que o Felipe fala. Ele baba demais e respira de menos.
Será que na Nova Zelândia as pessoas falam rapido assim? Porque, se falarem, eu estou encrencada. Bom, daqui 80 dias eu descubro. Uau! 80 dias!
O Frabetti ta macacando pela sala, rindo do que o Marcelo falou. Alguma coisa sobre um 'patchênho'...ou será que era um 'gatchênho'?
o Jhara beijou a nuca do Alan, que estava dormindo (mas quando é que o Alana não esta dormindo?). Ele levantou a cabeça e disse "Vai tomar no cú, seu homossexual!". Ué, mas o Alan não falou que era bi? O Vitor ouviu e gritou 'ihááá!'. Ai Deus, ele é tão pequeno....
A Fernanda perguntou porque o Fabio saiu da roda. "Porque o meu pênis está doendo", ele disse. O Fabio, sempre educado.
Do canto da sala, eu percebi que não vai sair nada produtivo disso aqui, então vou estudar redação. Ai caramba! A prova de redação é na proxima aula. Ê beleza...
A Mai esta ouvindo musica e lendo. Pois é, ela esta lendo. A Arih também. Eu acho que esta funcionando.
O Lula Molusco esta na porta, tão bonitinho... Mas eu nem sei porque eu falei disso.
A Nathália esta correndo atrás do Fabio gritando 'Binhoso! Binhoso!' e ele, que aprendeu a escapar dela, esta enxendo o saco da Vivi que, a qualquer momento, vai gritar "Pára Fabio!". O Edson esta dormindo, ou será que ele morreu? Eu heim, que brincadeira idiota...
Numa hora dessa, a Laysa deve estar gravando um video onde ela se transforma do Bruno ou na Bruxa Má do Leste, mas eu não posso ter certeza. Talvez eu ligue pra ela mais tarde ou talvez eu só esqueça.
O que será que a Fê esta fazendo agora? Bom, sei lá, mas eu imagino que a Livia esteja desenhando uma menina com peitos grandes e cintura fina, ao invés de estar prestando atenção na aula. É a cara dela.
No chão, dormindo, com a calcinha de fora, ta a Mari. Pelo menos ela não esta cantando...
A Carol esta sentada no chão, ouvindo alguma musica velha do Ipod dela. Deve ser NSync ou Twixter. Ela tem uma fixação pelo Twiter, sabe.
"Take your sweet, sweet time". Falando em musica velha....
Pensando bem, acho que vou ligar pra Camila. Mas eu vou falar o que? Eu nunca sei o que falar pra ela. Nem no site da Melissa eu tenho entrado ultimamente, então não vou poder nem começar uma conversa animada sobre o novo modelo flocado que saiu. Eu podia ligar pra dizer 'Oi, to com saudades, aparece qualquer hora', mas isso não tem a minha cara.
Gente! Eu nunca entendo o que o Felipe fala. Ele baba demais e respira de menos.
Será que na Nova Zelândia as pessoas falam rapido assim? Porque, se falarem, eu estou encrencada. Bom, daqui 80 dias eu descubro. Uau! 80 dias!
O Frabetti ta macacando pela sala, rindo do que o Marcelo falou. Alguma coisa sobre um 'patchênho'...ou será que era um 'gatchênho'?
o Jhara beijou a nuca do Alan, que estava dormindo (mas quando é que o Alana não esta dormindo?). Ele levantou a cabeça e disse "Vai tomar no cú, seu homossexual!". Ué, mas o Alan não falou que era bi? O Vitor ouviu e gritou 'ihááá!'. Ai Deus, ele é tão pequeno....
A Fernanda perguntou porque o Fabio saiu da roda. "Porque o meu pênis está doendo", ele disse. O Fabio, sempre educado.
Do canto da sala, eu percebi que não vai sair nada produtivo disso aqui, então vou estudar redação. Ai caramba! A prova de redação é na proxima aula. Ê beleza...
domingo, 26 de outubro de 2008
Teoria da relatividade
Caio,
Eu podia muito bem falar isso tudo pessoalmente, mas assim é mais facil pra mim. Evitar contato visual sempre me ajuda.
Eu não sei bem dizer quando aconteceu, mas eu meio que cansei, sabe?
Não me entenda mal, eu ainda te quero por perto e ainda acredito em tudo o que você me disse, é só que... Sei lá.
Um dia eu olhei pra você e percebi que eu podia querer muito mais do que 'ficar com você pra sempre'.
Eu posso não ser um gênio da física, mas até onde eu sei, a relatividade do tempo ainda não foi descoberta e isso quer dizer que 'pra sempre' continua sendo tempo pra caramba.
Só não quero prometer o que eu sei que não vou cumprir.
Mas também, não sei o porquê dessa pressa das pessoas. Ah, que ódio. Por que você não pode simplismente gostar de alguém agora e isso ser o bastante, só pra agora?
Não. Tudo tem que durar, ser pra sempre. Cada namorado tem que ser 'o eterno' mesmo que você vá terminar com ele dois meses depois porque não aguenta mais fazer o coitado de trouxa.
Me chame de discrente se quiser, mas eu não acho que eu vá amar alguém pra sempre. Nem mesmo você ou até, quem sabe, principalmente você.
Com o tempo, eu vou descobrir que você tem pé de atleta, vou odiar o jeito como você dirige o meu carro e vou ter preguiça dos seus amigos metido à engraçadinhos enquanto você vai se irritar com a minha mania de tentar adivinhar as falas dos filmes, vai descobrir que eu passo horas secando o cabelo e vai morrer de ódio do meu silêncio pela manhã. Pois é, a gente vai sair do prazo de validade dos relacionamentos.
Mas isso é mais um aviso do que uma conversa. Eu não quero discutir isso com você, só quero expor meu ponto de vista e dizer que se estiver bom pra você, por mim tudo bem
Por enquanto, você ainda é o cara mais legal que eu já conheci. Por enquanto, eu olho pros outros caras e penso 'hum, esse cara não é tão engraçado quanto o Caio' ou 'Ele não tem aquele sorriso torto do Caio que eu gosto tanto' e várias outras coisas que eu procuro nas pessoas e só acho em você.
Mas se você quiser, eu posso mentir por você. Quando eu achar um defeito seu ou até alguma coisa que eu preferia no meu ex ou no cara que mora no bloco B, eu vou mentir pras pessoas e continuar dizendo que você foi a melhor coisa que já me aconteceu.
Isso se você quiser, é claro.
Com Amor,
Clara
Eu podia muito bem falar isso tudo pessoalmente, mas assim é mais facil pra mim. Evitar contato visual sempre me ajuda.
Eu não sei bem dizer quando aconteceu, mas eu meio que cansei, sabe?
Não me entenda mal, eu ainda te quero por perto e ainda acredito em tudo o que você me disse, é só que... Sei lá.
Um dia eu olhei pra você e percebi que eu podia querer muito mais do que 'ficar com você pra sempre'.
Eu posso não ser um gênio da física, mas até onde eu sei, a relatividade do tempo ainda não foi descoberta e isso quer dizer que 'pra sempre' continua sendo tempo pra caramba.
Só não quero prometer o que eu sei que não vou cumprir.
Mas também, não sei o porquê dessa pressa das pessoas. Ah, que ódio. Por que você não pode simplismente gostar de alguém agora e isso ser o bastante, só pra agora?
Não. Tudo tem que durar, ser pra sempre. Cada namorado tem que ser 'o eterno' mesmo que você vá terminar com ele dois meses depois porque não aguenta mais fazer o coitado de trouxa.
Me chame de discrente se quiser, mas eu não acho que eu vá amar alguém pra sempre. Nem mesmo você ou até, quem sabe, principalmente você.
Com o tempo, eu vou descobrir que você tem pé de atleta, vou odiar o jeito como você dirige o meu carro e vou ter preguiça dos seus amigos metido à engraçadinhos enquanto você vai se irritar com a minha mania de tentar adivinhar as falas dos filmes, vai descobrir que eu passo horas secando o cabelo e vai morrer de ódio do meu silêncio pela manhã. Pois é, a gente vai sair do prazo de validade dos relacionamentos.
Mas isso é mais um aviso do que uma conversa. Eu não quero discutir isso com você, só quero expor meu ponto de vista e dizer que se estiver bom pra você, por mim tudo bem
Por enquanto, você ainda é o cara mais legal que eu já conheci. Por enquanto, eu olho pros outros caras e penso 'hum, esse cara não é tão engraçado quanto o Caio' ou 'Ele não tem aquele sorriso torto do Caio que eu gosto tanto' e várias outras coisas que eu procuro nas pessoas e só acho em você.
Mas se você quiser, eu posso mentir por você. Quando eu achar um defeito seu ou até alguma coisa que eu preferia no meu ex ou no cara que mora no bloco B, eu vou mentir pras pessoas e continuar dizendo que você foi a melhor coisa que já me aconteceu.
Isso se você quiser, é claro.
Com Amor,
Clara
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Faixa 02
Mais uma vez, eu acho as folhas jogadas no canto do meu quarto e fico inquieta. Por que ver papel jogado me deixa tão encomodada se eu sei que vou acabar escrevendo alguma coisa que, provavelmente, eu estava evitando até mesmo pensar sobre?
Mas perdido por um, perdido por mil.
Acabei admitindo pra mim mesma que eu não tenho auto-controle, como você sempre disse. Eu tenho medo. Medo de começar uma briga que eu sei que podia ter evitado, porque eu não quero me desgastar e, por mais que eu fale que não, as vezes eu fico imaginando o que as pessoas pensam. E elas pensam muitas coisas.
Apesar do meu medo recem-assumido, você devia estar orgulhoso de mim. No ultimo feriado, eu passei na frente daquela casa. Aquela que a gente jurava que era mal-assombrada. Já perdi a conta de quantas vezes eu tive que entrar naquela casa por ter escolhido 'desafio' ao invés de 'verdade'. Eu e o meu medo de falar.
- Sem lanterna. 5 minutos lá dentro.
Cinco minutos sozinha lá dentro? Era isso que eu pensava cada vez que eu tinha que entrar naquele lugar, mas eu não falava nada. Eu só fazia cara de forte e entrava.
Lembro da disposição dos móveis. As cadeiras viradas de ponta cabeça em cima da mesa, no canto da sala; o sofá velho com molas saltadas; a escada em aspiral no fundo e o pior de tudo, os quadros. Deus, como eu morria de medo daqueles quadros! Até do cheiro eu meio que lembro. Cheiro de coisa velha, obviamente.
Eu ficava encolhida no mesmo canto, apertando o botão 'light' do meu relógio digital e ficava esperando os 5 minutos passarem rápido. Era aí que eu sentia a mão no meu ombro.
Depois de voltar a respirar, eu tomava coragem pra ver quem era (Mentira. Era pura curiosidade) e achava você, rindo da minha cara.
- Eu sabia que você ia estar encolhida aqui. Nunca vai perder o medo desse lugar?
- Acho que não.
E você ficava lá comigo, esperando os cinco minutos passarem e quando isso acontecia, eu saía pela janela da frente e você dava a volta pelo quintal.
Pois é, eu lembro disso.
Lembro de muita coisa daquelas férias. Lembro até das musicas que tocavam na rádio naquele janeiro. Inclusive, lembro da musica que me lembrava você.
Um dia desses, eu estava excluindo do meu computador as musicas que eu não ouço mais, pra ter mais espaço, quando vi uma pasta que eu nem sabia que existia. Todas as musicas e todos os cantores eram desconhecidos.
Fui ouvir todas pra ver se eu queria ou não deletar alguma. De repente, quando a Faixa 02 começa, eu lembro de você.
- Meu Deus! Devem fazer uns 30 cd's que eu não te vejo.
Mas a música sempre vai ser aquela que tocou em janeiro daquele ano e você sempre vai ser o hit daquelas férias.
Mas perdido por um, perdido por mil.
Acabei admitindo pra mim mesma que eu não tenho auto-controle, como você sempre disse. Eu tenho medo. Medo de começar uma briga que eu sei que podia ter evitado, porque eu não quero me desgastar e, por mais que eu fale que não, as vezes eu fico imaginando o que as pessoas pensam. E elas pensam muitas coisas.
Apesar do meu medo recem-assumido, você devia estar orgulhoso de mim. No ultimo feriado, eu passei na frente daquela casa. Aquela que a gente jurava que era mal-assombrada. Já perdi a conta de quantas vezes eu tive que entrar naquela casa por ter escolhido 'desafio' ao invés de 'verdade'. Eu e o meu medo de falar.
- Sem lanterna. 5 minutos lá dentro.
Cinco minutos sozinha lá dentro? Era isso que eu pensava cada vez que eu tinha que entrar naquele lugar, mas eu não falava nada. Eu só fazia cara de forte e entrava.
Lembro da disposição dos móveis. As cadeiras viradas de ponta cabeça em cima da mesa, no canto da sala; o sofá velho com molas saltadas; a escada em aspiral no fundo e o pior de tudo, os quadros. Deus, como eu morria de medo daqueles quadros! Até do cheiro eu meio que lembro. Cheiro de coisa velha, obviamente.
Eu ficava encolhida no mesmo canto, apertando o botão 'light' do meu relógio digital e ficava esperando os 5 minutos passarem rápido. Era aí que eu sentia a mão no meu ombro.
Depois de voltar a respirar, eu tomava coragem pra ver quem era (Mentira. Era pura curiosidade) e achava você, rindo da minha cara.
- Eu sabia que você ia estar encolhida aqui. Nunca vai perder o medo desse lugar?
- Acho que não.
E você ficava lá comigo, esperando os cinco minutos passarem e quando isso acontecia, eu saía pela janela da frente e você dava a volta pelo quintal.
Pois é, eu lembro disso.
Lembro de muita coisa daquelas férias. Lembro até das musicas que tocavam na rádio naquele janeiro. Inclusive, lembro da musica que me lembrava você.
Um dia desses, eu estava excluindo do meu computador as musicas que eu não ouço mais, pra ter mais espaço, quando vi uma pasta que eu nem sabia que existia. Todas as musicas e todos os cantores eram desconhecidos.
Fui ouvir todas pra ver se eu queria ou não deletar alguma. De repente, quando a Faixa 02 começa, eu lembro de você.
- Meu Deus! Devem fazer uns 30 cd's que eu não te vejo.
Mas a música sempre vai ser aquela que tocou em janeiro daquele ano e você sempre vai ser o hit daquelas férias.
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